Eleição para grêmio estudantil com urnas do TRE-SP tem emissão do primeiro título e coleta de biometria

Estudantes vivenciam na prática o processo eleitoral na escola Rubens Paiva, zona leste de São Paulo; jovens a partir de 15 anos podem solicitar o documento até 6 de maio

Alunas e alunos fazem fila para votar na eleição do grêmio da unidade escolar
Alunas e alunos fazem fila para votar na eleição do grêmio da unidade escolar

Mais de 450 estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio Rubens Paiva, na zona leste de São Paulo, participaram nesta quarta (25) da eleição do grêmio estudantil da unidade. O pleito foi realizado com urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Durante a ação, organizada pela Escola Judiciária Eleitoral Paulista (Ejep), alunas e alunos também puderam tirar o primeiro título e fazer a coleta da biometria. Jovens a partir de 15 anos podem solicitar o documento até 6 de maio para votar nas Eleições 2026. 

Estudantes de 10 a 17 anos, do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, estiveram envolvidos na eleição do grêmio e tiveram seu primeiro contato direto com as etapas formais de participação política. A programação contou com atividades que incluíram simulações do trabalho de mesários e debates institucionais. Também foram abordados temas sobre a segurança das urnas, o papel da biometria na identificação do eleitor e a importância da transparência no processo eleitoral. Ao final da votação, a chapa Carolina Maria de Jesus (identificada pelo número 82) saiu vencedora, com 155 votos. 

Formação cidadã e protagonismo feminino

Dentro da escola, a eleição ganhou um forte significado simbólico. As cinco chapas que disputaram a representação estudantil foram batizadas com nomes de mulheres que marcaram a história do país: Marielle Franco (81), Carolina Maria de Jesus (82), Dandara dos Palmares (83), Ruth de Souza (84) e Antonieta de Barros (85).

Iniciativa incentivou o cadastro da biometria entre os estudantes
Iniciativa incentivou o cadastro da biometria entre os estudantes

À frente da organização, a estudante Maria Eduarda Braga, 17, destacou que a escolha dos nomes buscou valorizar trajetórias de mulheres que enfrentaram desigualdades, promovendo identificação entre os alunos. Segundo ela, o processo estimulou o engajamento na escola por meio da apresentação de propostas e mobilização nas salas ao longo da semana. “Essa ação é muito importante, pois o grêmio faz a gente aprender a pensar, a escolher e a entender o que é melhor não só pra gente, mas pra todo mundo. Com isso, passamos a analisar propostas, comparar ideias e decidir com mais consciência, muito parecido com o que acontece nas eleições de verdade.”

A jovem ressaltou o impacto da presença da Justiça Eleitoral na unidade, tornando a experiência mais concreta. “A gente se sente privilegiado. No primeiro grêmio, a votação foi no papel; hoje, ter o Tribunal aqui, com urna eletrônica, é motivo de muito orgulho. E a possibilidade de já sair com o título deixa todo mundo ainda mais animado.”

Experiência que prepara para o futuro

Aluno vota na eleição para o grêmio estudantil
Aluno vota na eleição para o grêmio estudantil

Entre os candidatos, a percepção é que a vivência ultrapassa os muros da escola. O estudante Samir Pocci de Jesus, presidente da chapa vencedora, avaliou que o envolvimento no grêmio estimula a responsabilidade e amplia a compreensão sobre direitos e deveres. “O grêmio puxa essa responsabilidade para os alunos e prepara a gente para a vida adulta. Passamos a entender melhor nossos direitos, aprendemos a conviver, a ter postura e a pensar no coletivo”, disse.

Para Samir, o contato com toda a estrutura da Justiça Eleitoral reforça o peso do voto. “Quando a gente reconhece o poder do voto, consegue fazer escolhas melhores. Ter essa experiência aqui, com o Tribunal presente, deixa tudo mais realista e ajuda a gente a entender como as coisas funcionam lá fora.”

A Justiça Eleitoral nas escolas

A coordenadora da Escola Judiciária Eleitoral Paulista, Vanessa Diniz, destacou que levar a vivência prática aos estudantes é um pilar para o fortalecimento da democracia. “O principal objetivo é proporcionar esse contato com a urna eletrônica e levar informação ao nosso futuro eleitor. Quanto mais acesso à informação de qualidade, maior e mais efetiva será a participação nas urnas”, concluiu.

1/ Galeria de imagens

A servidora do TRE-SP Eliz Dias evidenciou o propósito da iniciativa. “A gente trouxe não só a eleição do grêmio, mas também o alistamento eleitoral, para que esses jovens já iniciem a participação política aqui dentro e, posteriormente, nas eleições oficiais.” A ação na escola contou com o apoio de uma servidora da 350ª ZE — Sapopemba, que auxiliou no atendimento aos estudantes durante a coleta biométrica e a emissão dos títulos.

Incentivo ao primeiro voto

A presença nas escolas dialoga com uma série de iniciativas do TRE-SP voltadas ao público jovem. Em 2025, o Tribunal lançou uma nova versão doGuia do Jovem Eleitor, cartilha que reúne orientações práticas sobre o alistamento, o funcionamento das urnas e as eleições gerais de 2026. O material faz parte da campanha “Meu voto, minha escolha”, da Secretaria de Comunicação do TRE-SP, que tem o objetivo de estimular adolescentes a tirarem o primeiro título e assumirem um papel ativo na sociedade.

Dados recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já refletem o avanço desse engajamento: apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, mais de 174 mil novos eleitores foram registrados no estado de São Paulo.

Votação na escola Rubens Paiva
Votação na escola Rubens Paiva

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