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Processo de transmissão e totalização dos votos das urnas eletrônicas é seguro e transparente

O que estão compartilhando: Publicações em redes sociais alegam que a transmissão dos votos das urnas eletrônicas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seria vulnerável ou irregular por ocorrer em salas abertas e com a presença de pessoas ou por utilizar “pen drives” e computadores.

O que é fato: A transmissão dos resultados das urnas eletrônicas é um processo transparente, auditável e altamente seguro. A presença de pessoas e fiscais no local de transmissão reforça a publicidade e a transparência do ato democrático. Abaixo, explicamos em detalhes como funciona esse fluxo e por que o processo é imune a manipulações.

1. Como funciona a transmissão via Mídia de Resultado e rede privada (VPN)

Ao término da votação, a urna eletrônica grava os votos no Registro Digital do Voto (RDV) de forma anônima e sem conexão com a internet. Em seguida, os dados da apuração daquela seção são gravados na Mídia de Resultado — um dispositivo removível no formato de um pen drive exclusivo da Justiça Eleitoral.

Todas as informações salvas nesse dispositivo são protegidas por assinatura digital, o que impede qualquer alteração nos dados. Esse dispositivo é levado até um ponto de transmissão (como a sede do cartório eleitoral), de onde os arquivos são enviados diretamente ao TSE por meio de uma rede de comunicação privada e criptografada mantida pela Justiça Eleitoral.

2. O resultado do Boletim de Urna (BU) é exatamente o mesmo totalizado no TSE

Antes mesmo de qualquer dado ser transmitido, a urna eletrônica imprime na própria seção eleitoral o Boletim de Urna (BU), contendo a apuração completa daquela seção (votos de cada candidato, brancos e nulos).

Transparência imediata: Uma via do BU impresso é afixada na porta da seção eleitoral para consulta de qualquer cidadão logo após o fim da votação.

Conferência na palma da mão: Cada BU possui um código QR. O eleitor pode usar o aplicativo Boletim na Mão no celular para ler o código QR e guardar a cópia digital do resultado de qualquer urna de seu interesse.

Garantia de apuração: O resultado impresso no BU é exatamente o mesmo que entra na contagem final do TSE. Qualquer eleitor pode fazer a contagem individual de cada BU impresso de todas as seções e comparar com os dados oficiais divulgados no site ou aplicativo Resultados do TSE.

3. Simplicidade no fluxo, mas com rigorosas barreiras de criptografia

A etapa de envio e recepção dos dados foi projetada para ser simples e objetiva, garantindo praticidade e agilidade na apuração. No entanto, essa simplicidade operacional é acompanhada por diversas camadas de segurança tecnológica:

Os dados trafegam criptografados e com assinatura digital.

Se alguém tentar alterar os arquivos da Mídia de Resultado ou substituir o dispositivo por um pen drive comum, o sistema da Justiça Eleitoral reconhece a inconsistência imediatamente e rejeita os dados.

4. Não é possível transmitir o mesmo "pen drive" mais de uma vez

Ao receber as informações transmitidas, os computadores centrais do TSE verificam automaticamente a autenticidade e a integridade de cada arquivo. O sistema valida se o arquivo pertence rigorosamente àquela seção e identifica se a mídia já foi transmitida anteriormente.

Caso haja qualquer tentativa de retransmitir um dispositivo ou enviar dados duplicados, o sistema bloqueia a operação.

CONCLUSÃO: É falso que a transmissão dos dados de um computador comum comprometa a integridade dos votos. Todo o processo é público para garantir transparência, enquanto a segurança dos dados é assegurada por criptografia, assinaturas digitais, validação automática de mídias e pela possibilidade de conferência direta do Boletim de Urna impresso.

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