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Eleições 2026: cerimônia pública dá início à preparação de 114 mil urnas para o 1º turno em São Paulo

Cartórios eleitorais de todo o estado realizaram cerimônia de carga e lacração nesta quarta (23); urnas recebem dados do eleitorado e de candidatas e candidatos do 1º turno e eleitores até a antevéspera da eleição, dia 2

Várias câmeras e jornalistas gravam e assistem a cerimônia de carga e lacração das urnas eletrôn...

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) deu início, nesta quarta (23), ao processo de preparação de mais de 114,5 mil urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2026, com a cerimônia pública de geração de mídias e carga e lacração dos equipamentos. Esse total inclui as urnas que serão destinadas às cerca de 104 mil seções eleitorais do estado, além da reserva de contingência (utilizada em eventuais substituições). Apenas na capital, mais de 28 mil máquinas passam pelo procedimento. O processo é realizado em todos os cartórios eleitorais do estado.

Na 1ª Zona Eleitoral, na Bela Vista, centro da capital, o evento foi acompanhado pela imprensa e contou com a presença do presidente do TRE-SP, desembargador Encinas Manfré; do vice-presidente do Tribunal e corregedor regional eleitoral, desembargador Roberto Maia Filho; do juiz eleitoral da 1ª ZE, Tiago Ducatti Lino Machado; do juiz assessor da Presidência, Renato de Andrade Siqueira, e do diretor-geral do Tribunal, André Pavim.

A cerimônia começou pela manhã, a partir das 11h, com a geração de mídias removíveis (espécies de pen drives exclusivos da Justiça Eleitoral). Após esse procedimento, é feita a carga das urnas com os dados do eleitorado e de candidatas e candidatos. Por fim, todos os equipamentos são lacrados e armazenados, até a véspera da eleição, quando serão transportados aos locais de votação.

O chefe da 1ª ZE, Erick Viana, demonstrando os procedimentos, acompanhado do juiz da 1ª ZE, Tiago Ducatti; o presidente do TRE-SP, des. Encinas Manfré; o corregedor regional eleitoral, des. Roberto Maia; e o juiz assessor da Presidência, Renato de Andrade Siqueira

Essa cerimônia é pública e pode ser acompanhada por representantes de entidades fiscalizadoras, como partidos políticos, federações, coligações, do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil, membros de missões de observação eleitoral, cidadãos e cidadãs. Todas as pessoas presentes são convidadas a assinar uma lista de presença, comprovando o comparecimento.

Transparência e fiscalização

O presidente do TRE-SP, desembargador Encinas Manfré, destacou a relevância da transparência no procedimento, que está sendo desenvolvido de forma coordenada nas 393 zonas eleitorais do estado. “Esses procedimentos garantem transparência para o eleitorado, que é o nosso destinatário. A eleitora e o eleitor são os protagonistas dos nossos esforços”, declarou.

Já o juiz eleitoral da 1ª ZE, Tiago Ducatti Lino Machado, que deu início à cerimônia, afirmou que a carga e lacração das urnas compõem “um momento muito importante para a Justiça Eleitoral e para a nossa democracia”. 


O Polo Sudoeste da capital também iniciou as preparações das urnas eletrônicas

Na cerimônia, os lacres que protegem as urnas foram assinados pelas autoridades. O corregedor Roberto Maia frisou a confiabilidade e auditabilidade dos equipamentos da Justiça Eleitoral. “Faz 30 anos que a urna eletrônica já é usada nos nossos sistemas com total transparência. Todos os partidos e candidatos têm acesso a todas as etapas”, destacou.

Procedimentos de geração de mídia, carga e lacração das urnas

O chefe da 1ª ZE – Bela Vista, Erick Viana, conduziu os procedimentos, esclarecendo cada etapa aos presentes. Primeiramente, o cartório recebe arquivos e sistemas para o funcionamento da urna, dados do eleitorado de cada seção eleitoral e dos candidatos e candidatas de forma criptografada, por meio de rede privada da Justiça Eleitoral. Então, as mídias, que são dispositivos similares a pen drives, são carregadas com esses dados e inseridas na urna eletrônica. “A urna eletrônica não tem nenhuma conexão com a internet, então essas informações precisam ser inseridas uma a uma, em cada urna. Esse é o procedimento de geração das mídias.”

Viana também destacou o número de urnas e seções eleitorais sob a administração da 1ª ZE, que supervisiona 26 locais de votação na capital. “Aqui temos 505 urnas eletrônicas. Então, a 1ª Zona Eleitoral é responsável por 449 seções eleitorais. São 449 urnas de seção e o restante são urnas de contingência. É um trabalho demorado, que exige muita atenção.”


Os dados são transmitidos às urnas por meio das mídias removíveis

Em seguida, são realizados diversos testes automáticos para verificar o correto funcionamento dos componentes da urna. Com os sistemas instalados e o ambiente de votação pronto, a urna finaliza o procedimento com a mensagem de que o equipamento somente funcionará no dia 4 de outubro, data do 1º turno. Por fim, são vedadas todas as entradas e saídas da urna com um lacres especiais produzidos pela Casa da Moeda, numerados e assinados pelo juiz eleitoral. “São nove lacres de segurança em cada urna. Caso sejam retirados, uma marca d'água do TSE aparece, indicando que eles foram violados. É mais uma das camadas de segurança do processo eleitoral”, afirmou Erick Viana.

O chefe da 1ª ZE também esclareceu que, após o procedimento, os equipamentos ficam guardados em ambiente seguro no cartório até o dia da eleição, quando serão transportados com escolta das forças de segurança até os locais de votação.

Preparação das urnas em todo o estado

A preparação das urnas é um processo contínuo em todas as zonas eleitorais do estado. No Polo Sudoeste da capital, que reúne cinco zonas eleitorais, o chefe da 251ª ZE – Pinheiros, Andrey Carvalho, explicou que as atividades levam algum tempo. “Vamos continuar essa cerimônia até o dia 2 de de outubro, que é a antevéspera da eleição.”


Teste da leitura de dados biométricos durante a cerimônia de carga e lacração na 1ª ZE – Bela Vista


O chefe do cartório de Pinheiros também informou que os procedimentos continuam abertos ao público em geral. “A partir de agora o cartório vai ficar aberto para o público das 8h às 18h, para quem tiver interesse em acompanhar a cerimônia, entidades fiscalizadoras, grupos da sociedade civil organizada e outros.” 

O Polo Sudoeste engloba a 5ª Zona Eleitoral (Jardim Paulista), 251ª ZE (Pinheiros), 258ª ZE (Indianópolis), 346ª ZE (Morumbi) e 374ª ZE (Rio Pequeno). Ao todo, as zonas eleitorais gerenciam um eleitorado de mais de 819 mil pessoas, distribuídas em 162 locais de votação com 2.345 seções eleitorais.

Os procedimentos relativos à geração de mídias e preparação das urnas para as Eleições Gerais de 2026 estão dispostos na Resolução TSE nº 23.751/2026 e na Resolução TRE-SP nº 696/2026. A norma eleitoral estabelece que a cerimônia deve ser encerrada até a antevéspera das eleições, no dia 2 de outubro, e que, na eventualidade de 2º turno, o processo começará em 14 de outubro.


Os lacres de segurança que protegem as urnas são fabricados pela Casa da Moeda e deixam rastros visíveis se violados

Transparência, segurança e a ordem de votação

Após a cerimônia, o presidente do TRE-SP, desembargador Encinas Manfré, concedeu entrevista aos veículos de imprensa no local. Em conversa com jornalistas, destacou a importância do acompanhamento, pela sociedade, de todas as etapas do processo eleitoral. “Que fique certo à sociedade que a Justiça Eleitoral atua com toda a transparência, e isso não é de hoje.” O magistrado reforçou a segurança do sistema eletrônico de votação: “Podemos reiterar que as urnas eletrônicas são seguras. O voto dado é o voto computado.”

O desembargador lembrou que o sistema eletrônico de votação é utilizado no país há 30 anos e destacou a rapidez na divulgação dos resultados. Segundo o desembargador, as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral têm como objetivo garantir segurança e confiança ao eleitorado. “Todas as providências estão sendo tomadas para que, mais uma vez, haja segurança e confiança na votação.”

O presidente do TRE-SP reforçou ainda uma orientação prática para o dia da eleição: levar anotados os números das candidaturas escolhidas. “Aos eleitores, pedimos que levem a “colinha eleitoral” em papel com os números já relativos a cada cargo, porque o telefone celular não pode ser levado à cabine.” E lembrou ainda que, neste pleito, serão seis votos, com duas votações para o Senado.


Imprensa acompanhou o procedimento na 1ª Zona Eleitoral, na capital

Auditorias e testes de segurança antes e depois da eleição

Anteriormente à geração de mídia, carga e lacração dos equipamentos em cartórios, os sistemas eleitorais foram assinados digitalmente e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Os atos realizados durante a cerimônia asseguram a autenticidade dos programas desenvolvidos pela Justiça Eleitoral, uma vez que, a partir disso, não é mais possível alterar nada nos sistemas.

Os testes e auditorias não se limitam ao ano eleitoral. Um ano antes da eleição, o TSE promove a abertura do código-fonte dos sistemas eleitorais, que podem ser analisados por representantes de partidos políticos e federações, Ministério Público, Polícia Federal, universidades, entidades fiscalizadoras e especialistas credenciados. A Justiça Eleitoral ainda realiza o Teste Público de Segurança dos Sistema Eleitorais (Teste da Urna), iniciativa que convida especialistas em tecnologia a contribuir para o aperfeiçoamento da tecnologia empregada no processo de votação e apuração dos resultados.  

Já no dia 3 de outubro, véspera do 1º turno, 43 urnas eletrônicas serão escolhidas ou sorteadas para passar por processos de auditoria no dia do pleito em São Paulo, nos termos da Resolução TSE nº 23.673/2021. As auditorias ocorrem na data da eleição. O Teste de Integridade em ambiente controlado e o Teste de Integridade com biometria acontecem no mesmo horário da votação, das 8h às 17h, e têm objetivo de mostrar que o programa da urna registra corretamente o voto dos eleitores. Já o Teste de Autenticidade acontece antes do início da votação e serve para atestar que os programas inseridos nos equipamentos são os mesmos assinados e lacrados pelo TSE. O 1º turno das Eleições 2026 será no dia 4 de outubro. Eventual 2º turno acontecerá no dia 25 de outubro.

Preparação das urnas eletrônicas no Polo Sudoeste que reúne o eleitorado das 5ª Zona Eleitoral (Jardim Paulista), 251ª ZE (Pinheiros), 258ª ZE (Indianópolis), 346ª ZE (Morumbi) e 374ª ZE (Rio Pequeno)

imprensa@tre-sp.jus.br

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