São Paulo terá mais de 400 mil mesários nas eleições de 2018

Para ser mesário voluntário é necessário ter mais de 18 anos, fazer a inscrição pelo site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e aguardar a seleção pelo respectivo cartório eleitoral.

Imagem contendo uma urna em cima de uma mesa e um quador negro com a palavra

Para que seja possível a realização das eleições do dia 7 de outubro de 2018, cerca de 450 mil mesários atuarão no Estado de São Paulo. A eles cabe identificar os eleitores no momento da votação, resolver as dificuldades ou dúvidas ocasionais e permitir que o eleitor possa exercer seu direito com liberdade e segurança.

Entre os mesários, há aqueles convocados pela Justiça Eleitoral e os que, antes dessa convocação, voluntariaram-se. Nas eleições para prefeito e vereador de 2016, dos 390.085 mesários do Estado, 124.827 (32%) eram voluntários.

Para ser mesário voluntário é necessário ter mais de 18 anos, fazer a inscrição pelo site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e aguardar a seleção pelo respectivo cartório eleitoral. A legislação eleitoral garante 2 dias de folga, em emprego público ou privado, para cada dia trabalhado nas eleições. Além disso, a atuação como mesário garante preferência no desempate em concursos públicos e o aproveitamento das horas trabalhadas para atividades complementares em instituições de ensino.

 

Mesário mais antigo do Estado

Falecido em 2014, aos 85 anos, Arthur Victor Brenneisen foi considerado o mesário mais antigo do Estado, tendo trabalhado por 55 anos na função. Foram 15 anos como mesário em Guaianases até ser transferido para a 248º Zona Eleitoral – Itaquera, onde trabalhou por mais de 40 anos. Presidente de mesa, ajudava nos treinamentos dos mesários e, ao final do curso, falava um pouco sobre sua experiência e a fonte de seu entusiasmo.

Após sua morte, permaneceu seu legado. Bruno Brenneisen Tolini, neto de Arthur, é mesário voluntário desde 2012. “Eu escolhi ser mesário voluntário para homenagear o meu avô, pois sempre fomos muito próximos e eu sabia o quanto ele gostava dos anos eleitorais. Quando eu fui tirar o meu título de eleitor, no cartório eleitoral de Itaquera, disse que gostaria de ser mesário voluntário. Após sair do cartório, fui direto à casa do meu avô para contar a novidade”, disse Bruno. 

Além do parentesco e do espírito democrático, Arthur e Bruno têm em comum também o fato de ambos serem mesários voluntários. Segundo o presidente do TRE-SP, desembargador Mário Devienne Ferraz, em vídeo para a campanha do mesário voluntário, “essa participação é de extrema importância, um exercício de cidadania”. O des. Devienne Ferraz destaca, ainda, que o trabalho do mesário é essencial para a transparência do processo de votação.

 

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